sexta-feira, 14 de junho de 2013

Não culpes o vagabundo
Pela vida que escolheu.
Teve em sua mão o mundo.
Não o quis. Não era seu.

O doente, o moribundo...
Não chamou a si a dor.
Creste por mero segundo
Que escolheu ser sofredor?

Seca-lhe os olhos tristonhos!
Confessa-lhe que os seus sonhos
Não estavam na sua mão.

Acharmos que o que escolhemos
Nos trouxe a vida que temos
Não passa de uma ilusão!

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