Não culpes o vagabundo
Pela vida que escolheu.
Teve em sua mão o mundo.
Não o quis. Não era seu.
O doente, o moribundo...
Não chamou a si a dor.
Creste por mero segundo
Que escolheu ser sofredor?
Seca-lhe os olhos tristonhos!
Confessa-lhe que os seus sonhos
Não estavam na sua mão.
Acharmos que o que escolhemos
Nos trouxe a vida que temos
Não passa de uma ilusão!
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