sexta-feira, 13 de junho de 2008

Jamais poderei invejar-te,
Minha princesa de cristal -
Soberba obra prima de arte
Alçada no teu pedestal!

Jamais querer o teu destino!
Tua sorte não é feliz.
No teu quedar paulatino
Não sentes, não choras, não ris.

Quem seria eu sem sentimento?
Sem desejos, sem ilusões?
Sem os amores que eu invento?
Sem as minhas imperfeições?


Porque sou cavaleiro andante!
Sonho a minha realidade.
Navego no mar sem sextante...
Não busco terra nem verdade.
Eu vou deixar-me de uma vez por todas
Desta coisa de querer ser "normal".
Abstraír-me de correntes e modas
E debruçar-me no essencial.

Ver para fora e olhar para dentro,
Descobrir por mim a minha verdade.
Encontrar o meu caminho e o meu centro.
Viver a minha singularidade!