quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ganho coisas que não quero.
Perco coisas que não tenho.
Desespero, enquanto espero
Pelo nada de onde venho.

Ah... Maldita impaciência!
Estéril insatisfação!
O motivo da existência
Escapa-se à minha razão.

Encontro o que não procuro.
Almejo o que não me assiste!
Persigo num quarto escuro
Algo que não sei se existe.

Nisto o meu tempo se esgota.
Jogo a vida, sem batota,
Num jogo de solidão.

E a morte, que é um momento,
Se me apanha desatento,
Faz-se ela sempre...   e eu não.