domingo, 18 de maio de 2008

Não sei bem se o que procuro
É amor
Ou paixão.

Se é um abraço inseguro,
Ou calor
No colchão.

Se é promessa de futuro,
Ou se é dor,
Ilusão.

E não há luz nem razão,
Neste peito,
Que é cego.

Arranquem-me o coração,
Que ora aceito,
Ora nego.

Quero um beijo,
Quero o sonho!
Um sopro de divindade.

Que eu não vejo,
Mas suponho
Que exista a felicidade.
Porquê amar alguém?
Ninguém é especial.
Aquilo que alguém tem
Há mais quem tenha igual.

Força? Beleza? Graça?
Qualidades vulgares...
Predicados da raça,
Comuns em mil lugares.

Para quê desejar
Se o desejo é fugaz?
Qualquer onda do mar
Na praia se desfaz...

De que vale o momento
Se não se perpetua?
Eterno ferimento
Rasgado na alma nua!

Porquê ter esperança?
Ninguém é especial.
E o mundo não se cansa
De assim ser - trivial.