O teu coração é um buraco negro. Guarda em si toda a luz do universo. Encerra o indecifrável segredo Da realidade e do seu reverso. A tua alma é a morte de uma estrela. Supernova em eterna convulsão. Explodiu porque não pôde contê-la O espaço, em toda a sua imensidão. Mas quantas galáxias tu não me deste? Quantos astros escondeste de mim? Nada me serve o teu brilho celeste - Luz que anuncia o princípio de um fim! Anã branca em que tu te transformaste, Sinto ainda a força do teu pulsar! Onda de impacto, daquele desastre Que por amor eu não pude evitar...